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Blog da Suyane - Minhas idéias, meus devaneios


""Tem rapariga aí"? Artigo publicado no Jornal do Commercio que faz uma critica à indústria cltural do forró eletrêonico."

Autor: José Teles

Buscar na Web "José Teles"

Quando: Maio de 2008

Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são “gaia”, “cabaré”, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de ‘forró’, e Ariano exclamou: ‘Eita que é pior do que eu pensava’. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou. Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de “forró”, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo. A cantora Ceca foi uma espécie de Ivete Sangalo do turbo folk (ainda está na estada, porém com menor sucesso). Foram comprados 100 mil vídeos do seu casamento com Arkan, mafioso e líder de grupo para-militares na Croácia e Bósnia. Arkan foi assassinado em 2000. Ceca presa em 2003. Ela não foi a única envolvida com a polícia, depois da queda de Milosevic, muitos dos ídolos do turbo folk envolveram-se com a justa pelo envolvimento com a poderosa máfia de Belgrado. A temática da turbo folk era sexo, nacionalismo e drogas. Lukas, o maior ídolo masculino do turbo folk pregava em sua música o uso da cocaína. Um dos seus maiores hits chama-se White (a cor do pó, se é que alguém ignora), e ele, segundo o Guardian, costumava afirmar: ‘Se cocaína é uma droga, pode me chamar de viciado’. Esteticamente, além da pouca roupa, a sanfona é o instrumento que se destaca tanto no turbo folk quanto no chamado forró eletrônico, instrumento decorativo, ali muito mais para lembrar das raízes da música tradicional. Ressaltando-se que não se tem notícia de ligação entre bandas de ‘forró’ e crime organizado. No que elas são iguaizinhas é que proliferaram em meio a débâcle de valores estéticos, morais, e éticos, e despolitização da juventude. Com a volta da governabilidade nas repúblicas da antiga Iugoslávia, o turbo folk perdeu a força, vende ainda porém muito menos do que no passado, hoje é apenas uma música popular para se dançar, e não a trilha sonora de um regime condenado por, entre outras lástimas, genocídio. Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos”.



Categoria: Citação
Escrito por Suyane às 13h14
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Quando a mulher decide ser mãe - parte 3

Quando a mulher decide ser mãe – parte 3Lembro que era um domingo, 16 de setembro, quando eu tive o primeiro sinal de uma suposta gravidez. Um dia após o resultado positivo do teste de farmácia resolvi marcar uma consulta com obstetra. Quando as dúvidas e muitos outros pensamentos invadem a nossa mente não conseguimos nem pensar ou agir rapidamente. Liguei para a clínica do meu plano e a consulta ficou marcada para quinta-feira, 20 de setembro, dia do meu aniversário. Então resolvi aguardar, embora a estivesse bastante ansiosa. Se a minha cabeça raciocinasse eu teria procurado outra clínica que atendesse pelo meu plano de saúde e jamais teria feito o pré-natal com a maluca da minha obstetra.Enfim, chegou meu aniversário e com ele uma certeza a ser confirmada. Fui a tarde até a clínica, acompanhada pelo meu pai, porque meu marido trabalha no período da tarde. Ao chegar a minha vez, o espiríto da médica logo “bateu” com o meu e vice-versa (só tempos depois que fui descobrir que a maluca foi procurar ajuda em um centro espírita – creio que ela estava desiludida com a vida), embora tenha sido a consulta mais rápida da minha vida. Só falei que suspeitava de uma gravidez e que estava sentindo sintomas como seios doloridos, dor de cabeça, pequena cólica para a mulher mais que de imediato pegar um papel e preescrever diversos exames e voltar o mais rápido possível.Ok, me despedi da médica e fui pra casa. No dia seguinte, uma sexta-feira, eu e meu marido fomos ao hospital e ao laboratório para realizar os exames. Fui fazer exame de sangue e urina e depois de ultrassom.Os exames de sangue e urina ficariam prontos na segunda ou terça-feira. Já a ultrassom ficaria pronta em 40 minutos caso eu quissese esperar. Na hora do ultrassom, exame que nunca tinha realizado na vida, não sabia que o futuro papai podia me acompanhar, e acabei entrando sozinha na sala. Fui me preparar enquanto o(a) médico(a) não chegava. Já estava preparada quando a médica entrou. Ela perguntou qual foi o motivo do exame e falei que seria para confirmar uma eventual gravidez (um ótimo termo esse para quem já tinha um positivo do exame de farmácia). Quando o exame deu início, fui perguntando o que eram as coisas que estava vendo e a médica foi explicando. Pelo emprego de alguns termos, como saco gestacional, volume do útero gravídico (se bem que nesse causou uma estranheza, mas vá lá), a minha ficha foi caindo. Quando ela encontrou o embrião (o primeiro nome que os bebês são chamados) passou a ficha completa dizendo: Parabéns, você realmente está grávida. O embrião está com 6 semanas, 5 mm e a previsão de parto é para 13 de maio de 2008!Caraca! Além do resultado positivíssimo eu já sabia a idade do bebê, o seu tamanho e até quando ele viria ao mundo. O cálculo é baseado na data do primeiro dia do seu último ciclo menstrual, no meu caso, 07 de agosto de 2007.Ao ouvir tais palavras, a médica ainda falou: Agora vamos ouvir o coração. Nossa! Coração? Embrião de 5 mm com coração?? Sim, sim amigas. O coração é o primeiro órgão do ser humano a ser formado. Olha que 5mm equivale ao tamanho de um grãozinho de arroz.E então comecei a chorar ao ouvir os primeiros batimentos cardíacos do meu bebê. A emoção é muito forte. Um serzinho de 5mm com o coração pulsando dentro de você... quanta felicidade!Terminado o exame, fui me trocar e corri para falar com meu marido. Ao vê-lo, na sala de espera, ele ansioso, correu ao meu encontro e perguntou-me sobre o exame. Eu com algumas lágrimas nos olhos, confirmei a gravidez. Ele me abraçou e sorriu. Tenho certeza de que ele, assim como eu, tivemos a mesma idéia: de gritar e de falar para as pessoas que cruzavam em nossa frente de que estamos grávidos. Que vamos ter um bebê! Nessa hora eu nem mais queria saber de exame de BetaHCG (que confirma a gravidez). Estava grávida e pronto!À noite depois do trabalho, antes de meu marido chegar em casa, entrei no nosso lar doce lar e me joguei no sofá. Chorei feito criança de tanta felicidade, afinal, o anúncio certo da minha gravidez era o meu presente de aniversário. Agradeci muito a Deus pelo presente, pela dádiva de ser mãe. Só então precebi que mais um ciclo dava início em minha vida.Estava muito feliz naquele dia e nada, nada pôde tirar a minha alegria. Estar grávida era o sinal da continuidade da vida, um acontecimento divino na minha vida.Bom foram tantas emoções (ah a música do Roberto Carlos – detalhes de uma vida, histórias que contei aqui) que amanhã tem mais causos para contar. Até lá! A primeira imagem do meu bebê.



Categoria: Profissão Mulher
Escrito por Suyane às 16h16
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Quando a mulher decide ser mãe - parte 2

O treinamento para gerar um novo ser deu seu primeiro sinal. Eu esperava o início de um novo ciclo menstrual para o dia 7 de setembro (bem no começo de um feriadão). Aquilo foi um alerta. Meu ciclo nunca atrasava e mesmo sob condições de alto estresse a menstruação sempre vinha com até 10 dias de antecedência. Meu marido ainda disse para eu esperar um pouco porque eu tinha passado os últimos dias muito estressada e nervosa (com muita razão, afinal tentar cancelar uma conta de telefone e um serviço de internet tira qualquer monge tibetano do sério). Esperei a bendita vir por exatos 10 dias e nada do sangue aparecer. No dia 15 de setembro do ano passado tomei meu último gole de cerevja Antartica (a boa de verdade) imaginando que seria o último, porque uma possível gravidez estava já transformando meu corpo (pelo menos por dentro). No dia seguinte peguei o teste que meu marido comprou na farmácia e bem cedinho fui ao banheiro fazer o teste. Ele até havía pedido para acordá-lo porque ele queria ver o resultado. Urinei num recipiente do tipo daqueles que usamos para exames laboratoriais e mergulhei a ponta do bastão de teste. Se aparecer apenas uma linha negativo, se duas positivo (parabéns em nove meses você pega o resultado). Tive que aguardar 5 minutos para ver as benditas linhas. Então apareceu a primeira bem forte e nitida. Os segundos passando e uma nova linha parecia que ia se formar, apareceu timidamente de cor fraca, mas marcando posição. Final dos 5 minutos: o bastão tinha duas linhas. Chorei. Um monte de coisas me passaram pela cabeça, inclusive a dúvida de que o exame podia estar errado e ser uma falsa gravidez. Neste momento, meus pensamentos são cortados, pois meu marido acordou mais que rapidamente e correu ao meu encontro para saber do resultado (positivo, bem positivo). Ele comerou no ato. Ficou super feliz. Tratou até de espalhar para a família a notíca. Eu, mais uma vez, preferia aguardar o tal do exame de BetaHCG.Era dia 16 de setembro de 2007. Até hoje tenho o resultado do bastão aguardado. Uma das primeiras lembranças proporcionadas pelo meu filho.Amanhã tem a primeira consulta com o obstetra e mais emoções. Até lá! Eis o teste de farmácia.



Categoria: Profissão Mulher
Escrito por Suyane às 20h32
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Quando a mulher decide ser mãe

A história de hoje aconteceu há quase exato 1 ano. Foi quando decidi ter um filho. Confesso que não é uma decisão fácil de ser tomada. Neste momento, várias coisas vagam pelos pensamentos, mas nada foi tão definitivo para se chegar a conclusão de uma futura gravidez do que olhar em suas mãos uma roupinha verde para bebezinho. Mas por que o verde? Bem, de repente pode ser rosa, branco, azul, amarelo... mas o que chegou às minhas mãos foi verde e ponto final. Eu e meu marido fizemos uma primeira tentativa (o treinamento sexual foi intensivo - delícia!). Eu tinha a absoluta certeza que engravidaria, pois o orgasmo quente ficou no meu mais intímo e profundo útero arroxeado (sim, o nosso útero tem uma cor arroxeada). Meu marido, tão confiante, tratou de espalhar a notícia a todos. Eu, mais reservada e comedida, só queria abrir a boca aos quatro cantos depois de uma confirmação pelo exame BetaHCG ou uma ultrassom transvaginal (detalhe: fazer um filho começa prazeroso e termina dolorido, ser mulher não é fácil, mas eu adoro a minha natureza feminina).Minha mãe, agoniada que só, ao escutar a notícia não pensou duas vezes e tratou de comprar as primeiras peças do enxoval do futuro bebê. Quando fui visitá-la e levei a notícia do "alarme falso", ela me mostra três conjuntinhos pagão (não sei porque chamam pagão, mas se já foi uma conveção este nome, não sou eu quem vai modernizar os primeiros trajes de um bebê). Peguei a camisetinha verde, com o bordado de um ursinho. Não resisti. Deixei as lágrimas escorrerem. Não foram muitas, mas o suficiente para meu marido perceber. Tentei disfarçar, mas não deu outra. "Amor vamos tentar de novo". Essa história de tentar mexe com os nervos. Ou eu sou fértil ou não sou. Não tem meio termo. É como o bem e o mal, o sim e o não. Fiquei apreensiva sim, porque na minha família há históricos de tratamento para engravidar. OK! Lá vou tentar de novo e haja treinamento mais que intensivo, pois era para garantir a vinda de um novo ser....Bom o profissão mulher fica por aqui. Amanhã tem mais histórias para contar.Ser mulher é um dom, uma dádiva! A camisa que me fez tomar a decisão de ter um filho.



Categoria: Profissão Mulher
Escrito por Suyane às 19h40
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Reativando o blog

Depois de quase dois anos sem movimentar este blog, resolvi dar uma utilidade para este espaço. Na verdade, não farei aqui nenhuma espécie de auto-ajuda, mas pretendo compartilhar e relatar neste espaço as idéias, as dicas, as alegrias, as frustrações, as decepções e os sucessos que uma mulher pode ter na vida. Na verdade, a chegada do meu primeiro filho me fez pensar muita coisa. Uma delas é usar este espaço para falar sobre a maternidade, filho, profissão de jornalista e também da mulher doméstica. A cada dia vou relatar fatos que espero que contribuam para o desenvolvimento pleno, não só das mulheres, mas também dos homens que acompanharem as histórias.
Quem sabe isso aqui tudo um dia não vire um livro? Então aproveitem enquanto é de graça.
Até a nossa primeira história.

Escrito por Suyane às 18h54
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Menos de trinta e sem tempo para escrever. Saudades do tempo de polícia

Depois de longo tempo venho cuidar melhor do meu blog. Na verdade, todos estes dias estive escrevendo tudo, mas nada de tão interessante que eu possa compartilhar neste espaço. De fato eu tenho menos de trinta duas vezes (visitas no blog e anos de idade). Entretanto, nesta manhã de quinta, já mais relaxada, porém ainda chateada por conta de um evento, resolvi escrever sobre uma prática que vez por outra traz muita saudade: escrever matéria de polícia.

Não se assustem. Eu também quando iniciei na universidade em comunicação com habilitação em jornalismo disse que NUNCA, ia fazer páginas de polícia. Ah, pecado!!! Não sabia o que estava por esperar. Não só trabalhei em polícia (repórter e editora) como fui ainda aluna da cadeira de jornalismo policial.

Se as notícias não fossem tão cruas, deprimentes e chocantes posso afirmar, com toda a certeza, que fazer polícia é muito divertido e a adrenalina é forte. Essa editoria é uma escola. Leva o jornalista a desenvolver a primazia do bem-escrever. É aqui, que o jornalista corre atrás da pauta (ainda não está viciado como o repórter de cidade que só sai da redação com pauta na mão), pensa rápido, busca por todos os detalhes (para que haja sempre precisão em seu texto narrativo) e sempre vive um dia diferente após o outro (hoje tem fuga, amanhã morte, depois rebelião, perseguição...).

O cômico fica por conta mesmo dos fatos trágicos, que via de regra envolvem pessoas que cometem delito motivadas por ciúme e inveja. Eu já dei muita risada dos famosos pés de pano (que já deram mal ou sairam de boa), das prostitutas brigando por cliente ou entre elas mesmo, das vizinhas que foram a vias de fato por motivo absolutamente futil e por aí vai.

No entanto, nunca consegui descontrair (fazer piadinhas) quando o assunto envolve a brutalidade e covardia, tipo os crimes que envolvem crianças, violência doméstica contra mães e filhos, estupros, pedofília e o assinatos por motivos torpes.

Há também quem comemore quando um marginal de alto grau de periculosidade parte desta para pior, ou quem sabe com a divina bondade de Deus, tem uma vaguinha no paraíso. 

Fazer polícia é assim, simplesmente se apaixona. Obviamente não é fácil fazê-lo, se você não tem tanto estômago ou tem conflitos éticos morais mal resolvidos. Em polícia tudo é factual, breve e por vezes revoltante. Lembro quando fui fazer o primeiro "presuto" (referência a assassinato). Era um marginal em bairro da periferia que morreu com um tiro na cabeça (dado pela polícia, que não confirmou, embora testemunhas assim o disseram). Na cena, um rapaz entre 20 e 24 anos, negro, forte, de bermuda branca, sem camisa, descalço, caido próximo a sargeta, com sangue escorrendo e formando uma pequena poça no local, além de suas velas em cada lado da cabeça. Próximo uma multidão observava a cena, tal qual eu. Pensava: como uma cidadão daquele, que um dia foi criança como eu, tornou-se bandido e teve fim tão trágico, uma morte ridícula??? Esse já se foi. A vida é assim, como um suspiro, um fôlego... vai-se...

Depois deste rapaz, observei a tantos outros, sempre mantendo a calma e respirando fundo, pois a morte é uma coisa muito forte. O chato das pautas de polícia é justamente fazer velórios. Isso ninguém merece. Mas retirando isso, tudo é bem emocionante em polícia, ainda mais quando se chega bem na hora do fato ocorrido seja acidente, assassinato, morte e etc.

Bem fazer polícia é isso aí. Melhor do que fazer textos de cidade, onde tem-se o lide, depois o objetivo do evento, a fala do organizador e depois de algum outro personagem, ahhh, não tem graça nisso. Emoção é só em polícia, salvo quando exister coisa melhor.



Escrito por Suyane às 10h36
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Quando se esgota a criatividade

Jornalista merecia era ganhar muito bem pelo seu trabalho. A rotina de um profissional de comunicação é bastante estressante. Isso sem contar que hoje nosso bom e velho jornalismo vive em crise. Isso mesmo! Crise!!! Não pense que é o colapso nervoso por conta do “português” assassinado e, justo na página de polícia!!!. Tão simples esta página, tão sem mistério e bastante factual...

 

Enfim, a crise não está por conta dos erros gramaticais, pois já se aprendeu a conviver com isso, bem como se convive, seja nas redações, seja nas assessorias, com a falta de criatividade. Socorro!!! O nosso jornalismo não está mais criativo. São sempre as mesmas matérias, os mesmos personagens, as mesmas pessoas, as mesmas histórias e, talvez, diferente apenas o nome e o lugar.

 

Para ver que não estou mentindo faça um teste. Se você mora em São Luís, pegue o jornal de março/abril deste ano e compare com o de março/abril do ano anterior. Diga, o que encontrou? Matérias sobre aumento da leptospirose, crianças nos hospitais por conta da mudança climática, órgão público que não tapa buraco porque estamos no inverno? É isso, não é mesmo?!

 

Pois bem, pergunte ao jornalista se ele “tem paixão” em fazer esta matéria. Uns podem até ter, mas eu afirmo que não me dá nenhum prazer neste tipo de apuração.  Mas parece que quanto mais eu reclamo, mais destas pautas me aparecem. Eu, por exemplo, já perdi as contas de quantas escolas, postos de saúde e até praças de bairro já tive que fazer. Minha criatividade já esgotou, reconheço. Não sei mais o que fazer. Entretanto, o pior de tudo é quando existe uma pequena luz de criatividade em seu texto, você se sente orgulhoso pela façanha e, percebe, ao final de tudo, que o editor utilizou o mesmo lide padrão. Isso é um balde de água gelada com temperatura abaixo de zero grau direto na cabeça, congelando os neurônios.

 

Qual jornalista, que de plantão em um domingo das férias, não já teve que fazer matéria de praia??? O texto sempre tem muito sol, mar, gente e o ambulante faturando uns trocos. É sempre a mesma coisa.

 

Aproveitando estes momentos de absolutas crises, creio que seja necessário rediscutir quais são mesmo os interesses jornalísticos??? Eu confesso que como leitora, não tenho nenhum interesse em saber que uma praça de bairro foi inaugurada lá onde “Judas perdeu as botas” e ainda saber da opinião da velha dona Maria, cujo hábito é falar da vida dos outros, que acha linda a praça e que vai levar seu s filhos todos os dias para brincar nela. Quem realmente vai comprar o jornal ou assistir a matéria são os moradores que receberam a praça novinha em folha.

 

 Além de rediscutir sobre o que pode ser matéria com interesse jornalístico ou não, é necessário que antes tenhamos CRIATIVIDADE. Talvez isso seja o primeiro passo para fazermos um jornalismo mais decente. 

 

Ia esquecendo de explicar a palavra em negrito. O lide é como chamamos o parágrafo inicial do texto, a abertura da matéria.

 



Escrito por Suyane às 14h59
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Corrupção, impostos e a pobreza

Ainda pouco li num blog o quanto nosso governo (do Estado do Maranhão) gasta com a comunicação. Bom, eu sou da comunicação e nunca recebi se quer R$ 300 (trezentinhos) para falar bem do governador. A minha crítica não é sobre o grau de corrupção das pessoas, porque disso eu já sei, mas é sobre a negociação dos preços.


O mais lamentável é como as pessoas não se tocam pra esse tipo de coisa. Destinar mais de um milhão para jornais, TVs, rádios e seus profissionais e a população aceitando isso tudo numa boa. E mais: a sociedade aceita passivelmente esse tráfego da dinheirama tal qual como enxerga um garoto na rua pedindo esmola para alimentar a ele próprio e a família. Chega desta passividade. Vamos acordar, isso tudo é muito grave e inadmissível!!!


Mas o melhor (ou o pior) ainda está por vir, querem ver? Com um milhão de reais, o governo pode destinar a programas de transferência de renda ou na construção de escolas para crianças que vivem nas ruas, sem perspectivas. Entretanto, com um milhão o governo paga toda a mídia para dizer que o seu programa assistencialista, que atende algumas poucas crianças, é bem sucedido e que "acabou" com determinado tipo de situação em nosso Estado. Ainda há mais coisas. Esta mesma mídia, que recebe milhões, ainda promove, apoia, patrocina e, sobretudo, divulga "ações de caridade" em favor dos pobres, excluídos e sem oportunidades.


Quem ler as próximas palavras vai achar, no mínimo, que sou sem coração, mas espero que entenda o porquê. Eu não participo e nem dou contribuição para projetos e ações beneficentes, como o Criança Esperança, por exemplo. Mas porque não faço isso? É dever constitucional do Estado garantir os direitos dos cidadãos, como educação, saúde e etc. Eu, todos os dias, pago meus impostos, até mesmo quando vou consumir uma simples balinha de dez centavos. São estes impostos que pago que quero ver bem aplicados, mas pelo que estou percebendo meus tributos pagam a mídia (para satisfazer interesses do Estado) e sem nenhum retorno para mim que sou jornalista e poderia ganhar (e muito bem) para falar bem do governo. Quando falo de retorno para mim, digo no sentido de convivência social, pois não há investimentos necessários para garantir saúde e educação pública para as crianças e jovens, não há empregos para os pais e responsáveis destas mesmas crianças e o que vejo é que direitos constitucionais não são respeitados. A mídia, por sua vez, fala de mentiras e ainda contribui para que além dos meus impostos, eu ajude a dar educação para uma criança.


Por favor, me compre um bode. Não posso corroborar com todas estas coisas. São fatos, são provas, são documentos e contra essas coisas não há argumentos. Bom, quanto a essa história toda de imposto e ajuda ao menino do sinal, estou fazendo a minha parte, levando essa crítica para o maior número de cidadãos possível para que juntos cobremos a aplicação justa e correta e de nossos impostos. Não estou criticando que mídia não deva receber dinheiro. Todo o governo tem que informar ao cidadão o que está fazendo, mas é necessário que haja moderação com estes gastos. E a propósito, só para finalizar, EU NÃO AGÜENTO MAIS VER OS JORNAIS TODOS DIAS FALANDO BEM DE UM GOVERNO... bem as pessoas devem saber como ele é.



Escrito por Suyane às 12h51
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Oi, gente

Resolvi aderir a moda dos blogs e depois volto trazendo analises e tudo mais.



Escrito por Suyane às 15h40
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